19 de out de 2009

Postagem da Marcela Benvegnu no BLOG : TUDO É DANÇA

Prometo que não vou mais abandonar o blog... A vida mudou muito e eu nem tive tempo de dividir com vcs! Mudou muitooooooooo! Bom.. para quem ainda não sabe estou morando em SP... trabalhando na São Paulo Companhia de Dança. Tudo foi muito rápido, para vcs terem uma noção (leve) nem o gás na minha casa está instalado. Esse blog nunca recebeu textos em primeira pessoa, mas agora, tudo será diferente e nada será como antes (parece música).
Ontem comecei a minha programação de dança na cidade oficialmente. Fui ao TD Teatro de Dança assistir ao Bem Casado, uma junção do Balé da Cidade de Santos, da talentosa Renata Pacheco e do Grupo Divinadança, que tem direção da Andrea Pivatto! Que delícia! Valeu a pena sair de casa no fim de tarde de um domingo nublado.
As meninas do Balé de Santos, acostumadas as sapatilhas de ponta, apareceram descalças e fizeram um tributo a Edith Piaf. O trabalho é bem acabado e bem dançado por um elenco de meninas jovens com média entre 16 e 20 anos. Dá vontade de ver o espetáculo todo, num palco maior... com as 26 do elenco.
Na segunda parte do espetáculo o Divinadança entrou em cena e mostrou uma dança contemporânea de qualidade. O primeiro trabalho Sostenuto, de Luis Arrieta, é um trois muito bem dançando. A peça foi criada para o Balé do Teatro Castro Alves em 2004 e remontado para o Divinadança em 2008, com música de Rachmaninoff. A coreografia mescla sentimentos e sensações como equilíbrio, desequilíbrio, sustentação, apoio. É impedir que se caia, é resistir, escorar, alimentar, prover, estimular.
(Me desculpem, mas o programa não está aqui e terei que ser super direta. Isso não é uma crítica, e passa perto do comentário). O segundo trabalho da noite foi Tempo Escasso, de Gleidson Vigne. A coreografia é ótima. O movimento (e a cena) percorre a cidade grande de SP e a falta de tempo a que o indivíduo se submete (não pela falta mas sim pelo excesso). O tempo não pára. A criação teve como pensamento base trechos de "Nada é Ipossível de Mudar", de Bertold Brecht. A música é muito bem escolhida e editada e, sobretudo, os vídeos. Eles fazem uma espécie de videodança no palco. Bem feita. Engraçada. Vale a pena ver de novo, se der.
Fui....

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