13 de mai de 2009




Pés. Palavras escondidas no gesto. Manifesto da criação. Som. Suor. Sensação. Pele percorrendo o ar. Arte de mover-se no espaço. A parte mais leve dos braços. Os traços mais longos das pernas. Internas – todas as razões. Ruídos. Rumores. Representações. A busca do imprevisível. O invisível do mais humano. O incrível. O mínimo. O estático. A vez do imaginário. Relicário coletivo. O mais vivo instinto do homem. Disforme. Belo. Esquisito. Descrito no dicionário: Divertimento. Requisito à felicidade. Capacidade de ser livre. Limite variável. Instável. Agradável. Poético. Hermético só quando preciso. Conciso se assim quiser a vontade. Verdade traduzida do espírito. Quase invicto contra a gravidade. Possibilidade. Explosão de energia. Mania de inventar-se. Extasiar-se. Emergir a vida. A incoerência. A confidência camuflada. A tão falada alma feminina. A tão masculina força. Anestesia. Cortesia da Natureza. Resistência à dor. Calor que não arde. Parte do corpo que não mente. Conivente ao mais íntimo aspecto. Espectro da existência. Essência. Amor. Divinamente, a Dança.




(Flávia Lucato)

2 comentários:

  1. Até chorei Flávia!!!! Lindo praca!!!
    Valeu!

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  2. Como sempre, sensível até o último detalhe.
    Que bom ter você prá falar por nós.

    Que bom termos NOSSOS movimentos pra falar tudo e mais um pouco.

    Amo muito!!!

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